Sou filho da terra
de sobrenome
Silveira, Boeira
ou dos Santos,
de todos ou um só
português com certeza.
Sou fruto do negro
que o tempo
o sobrenome apagou
e do índio que a terra ocupou
antes de mim.
Nas minhas veias
corre o Brasil
sinônimo do vermelho
como o sangue meu,
meus genes são tupiniquins
europeus
africanos.
Minha genealogia pertence ao tempo
que me formou
me fez assim
múltiplo,
único,
brasileiro.
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